quarta-feira, 16 de abril de 2014

Obesidade Infantil


Os casos de obesidade infantil em todo o mundo vem aumentando nas últimas décadas, situação que pode ser chamada atualmente de epidemia mundial. Um fato preocupante, pois a associação da obesidade com alterações metabólicas, como a dislipidemia, a hipertensão e a intolerância à glicose, considerados fatores de risco para o diabetes melitus tipo 2 e as doenças cardiovasculares até alguns anos atrás, eram mais evidentes em adultos; no entanto, hoje já podem ser observadas frequentemente na faixa etária mais jovem.

Vários fatores são causadores da obesidade, como os genéticos, os fisiológicos e os metabólicos; no entanto, os que justificam este crescente aumento do número de indivíduos obesos são relacionados às mudanças no estilo de vida e aos hábitos alimentares. O abuso no consumo de alimentos ricos em açúcares simples e gordura, com alta densidade energética, e a diminuição da prática de exercícios físicos, são os principais fatores relacionados ao meio ambiente.

Um outro aspecto sobre os fatores relacionados à epidemia da obesidade é a contribuição do aumento das porções dos alimentos servidas em restaurantes, bares e supermercados. Estudos constataram que foi a partir da década de 70 que se iniciou um aumento das porções, coincidindo com a atuação mais forte do marketing na indústria alimentícia. Como exemplo, o tamanho da batata-frita oferecida aos consumidores em meados dos anos 50 representava 1/3 do maior tamanho oferecido em 2001.

Diante desses fatos, percebe-se a importância da implementação de medidas intervencionistas no combate e prevenção a este distúrbio nutricional em indivíduos mais jovens. Algumas áreas merecem atenção, sendo a educação, a indústria alimentícia e os meios de comunicação, os principais veículos de atuação. Medidas de caráter educativo e informativo, e dos meios de comunicação de massa, assim como, o controle da propaganda de alimentos não saudáveis, dirigidos principalmente ao público infantil e, a inclusão de um percentual mínimo de alimentos in natura no programa nacional de alimentação escolar e redução de açúcares simples são ações que devem ser praticadas. Sobre a indústria alimentícia, devemos pro curar o apoio à produção e comercialização de alimentos saudáveis.

Referências Bibliográficas: OLIVEIRA. Cecilia L., Fisberg, Mauro. Obesidade na infância e adolescência –uma verdadeira epidemia. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27302003000200001&script=sci_arttext> Acesso em: 16/04/2014.

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